22.6.10

semiótica,

me

seu
braço
,
abraço
de
sutiã
,
de
colo
livre
ou
de
terno
,
abraço
terno
,
eterno
.
cheio
de
ternura
e
gastura
de
saber
,
de
saber
demais
.
de
saber
que
entre
eu
e
o
mundo

você
preenche
.

27.5.10

coisas sobre o verde: fazer a casa verde, o fusca verde, a terra verde, os meninos verdes; coisas pra dar e vender: gatinhos chá incenso elis prosa velas; coisas para se dizer: senti saudades do seu abracinho carinhoso, o cheiro de shampoo e seus perfumes. no final das contas acho que é o cheiro da sua pele que me encanta e que se transforma neste perfume mental. corpo; amálgama: e o sonho do sossego, do campo, das viagens, do bosque, da montanha, do friozinho e do café e chá quentes após um dia gostoso, nos conhecendo, descobrindo o som de um riacho, sentindo o vento e o finalzinho de sol; coisas para se desejar: tava afim mesmo é de botar pra quebrar num sítio, cachoeira, meninos, uma vendinha, tintilhar dos pratos de alumínio, água da bica, e você de vestido verde, pois, você sabe, teu vestido porque é teu não é de cetim nem chita, é de sermos tu e eu e de tu seres bonita. coisas para se procurar no dicionário francês-português: panela de pressão, eco, fêmea, felino e feitiço. i put a spell on you e você me fez jouir d´un bonheur sans nuage, me fez nager dans le bonheur. e em outra língua eu posso dizer sem vergonha tudo o que minha língua já bagatelleou com você, para você, em você. sim, sim, it´s a sin.
aqui a chuva vai cair e quero sair antes disso para não dirigir na chuva. mesmo. se antes disse que estava tranquila, digo que ainda estou. tranquila como um amor que nem o nosso deveria me deixar e deixa, porém, hoje, também sinto uma vontade mais que incontrolável de um beijo molhado de maracujá. se você estivesse comigo com certeza sugereria um banho de chuva, alguns beijos e algumas entrelaçadas na perna de louça da moça, mas, como não está, fico me guardando pra quando o carnaval chegar, pra quando você chegar e nos esbaldarmos de hamburguer´s coxinha de frango com catupiry enrolado de salsisha fanta uva morna e, é lógico, de um banho de chuva. chuva que acabou de começar a cair e me deixar mais nostálgica do que nunca.
costumava fazer acontecer no meu dia-a-dia todas as coisas que amo, como um pic nic, um pouso estrelar, ou um beijo melado.
ontem não tocou shine on you crazy diamond mas tocou lucy in the sky with diamonds e logo logo lembrei de você. lembrei do teu cheiro de moço, lembrei de quando você grita alto deixa eu ver a moça e da nossa vida na cidade que de noite tem céu de diamantes. da nossa vida na cidade que de noite tem céu e de dia amantes. na cidade onde a tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. lembrei também das pernas de louça da moça brancas pretas amarelas. pra que tanta perna, meu deus? pergunta meu coração. porém meu olhos não perguntam nada. o homem por trás do bigode é sério simples e forte. tem poucos, raros amigos o homem por trás dos óculos e do bigode. e eu sei que eu não devia te dizer que a lua de ontem, que o conhaque de ontem me botaram comovido como o diabo enquanto não tocava shine on you crazy diamond, mas eu estava mais pra lá que lucy in the sky with diamonds lembrando lembrando de quando de quando me deu a rosa pequenina e vi que és um homem lindo e que se acaso a sina desse certo... e deu, né? e quando eu penso, eu penso que existir se destina a isso: a aprender que sofrer não é amar demais.
idiossincrasia também como símbolo idiossincrásico pode significar alguma coisa para uma pessoa em particular, como uma madeira símbolo de matança de verde em série ou símbolo do sacramento de um cavaleiro, de um lenhador. e várias cognições de nós dois, é o que queria dizer. cognições? coisas que em si não têm significado nenhum: pra mim significado nenhum, nem para ele, que é você; mas para dois têm todo o significado. de uma noite que virou vida que virou noites que gera vida que vive a vida e viva a vida até morrer. e, assim, essas coisas viram coisa só que passam a ter significado único, sem acento circunflexo.

sou sua.

21.5.10

(encontrei esse bilhetinho dentro de um livro do schiele na minha casinha)
e nesta manhã veio então a vontade de escrever. não de escrever qualquer bobagem, e sim sobre o que eu ouvi. sobre o que eu li, e o que eu vi. ah, o que eu vi com uma lupa, um caleidoscópio até. e daí redescobri meu amor "like a rolling stone", em cada objeto culturalmente empilhado e amorosamente empoeirado. às gretas. aos sulcos. a música está em toda parte. viva o amor. o meu amor. ao meu amor.